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sábado, 15 de janeiro de 2011

GUERRA

Irão muitos povos, e dirão: Vinde, e subamos ao monte do Senhor, ã casa do Deus de Jacó, para que nos ensine os seus caminhos, e andemos nas suas veredas; porque de Sião sairá a lei, e de Jerusalém a palavra do Senhor. E ele julgará entre as nações, e repreenderá a muitos povos; e estes converterão as suas espadas em relhas de arado, e as suas lanças em foices; uma nação não levantará espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerra. Isaías 2:3-4.

Ouvistes que foi dito: Olho por olho, e dente por dente.

Eu, porém, vos digo que não resistais ao homem mau; mas a qualquer que te bater na face direita, oferece-lhe também a outra; e ao que quiser pleitear contigo, e tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa; e, se qualquer te obrigar a caminhar mil passos, vai com ele dois mil. Mateus 5:38-41.

Então Jesus lhe disse: Mete a tua espada no seu lugar; porque todos os que lançarem mão da espada, ã espada morrerão. Mateus 26:52.

Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; entretanto o meu reino não é daqui. João 18:36.

Porque, embora andando na carne, não militamos segundo a carne, pois as armas da nossa milícia não são carnais, mas poderosas em Deus, para demolição de fortalezas. 2 Coríntios 10:3-4.

Eu não desejo ser um rei. Não anseio ser rico. Rejeição toda posição militar. Detesto a fornicação… Estou livre de uma sede excessiva pela fama. Desprezo a morte… ¡Morram ao mundo, repudiando a loucura que há em ele! ¡Vivem para Deus! Taciano (160 d.C.)

Nós que em outro tempo nos matávamos agora recusamos fazer guerra contra nossos inimigos. Justino Mártir (160 d.C.)

O seguinte foi escrito por um crítico pagão do cristianismo.

Quem põe em sua mente semelhante desígnio mostra por isso mesmo que é cego. (Vocês, cristãos) apóiem ao Imperador com todas suas forças, compartilhem com ele a defesa do Direito; combatam por ele, se o exigem as circunstâncias; ajudem-no no controle de seus exércitos. Por isso, cessem de fugir dos deveres civis e de recusar o serviço militar; tomem sua parte nas funções públicas, se for preciso, para a salvação das leis e da causa da religião. Celso (178 d.C.)

Em mudança, com a vinda do Senhor, um novo testamento se estendeu por toda a terra, segundo tinham dito os profetas, como uma lei de vida que teria de reconciliar os povos na paz: “Porque de Israel sairá a lei e de Jerusalém a palavra do Senhor. O julgará a muitas nações, converterá as espadas em arados e as lanças em foices, e já não se prepararão para a guerra”… Mas se a lei da liberdade, isto é a palavra de Deus que os Apostolos, saindo de Jerusalém, anunciaram por toda a terra, provocou tal transformação que as espadas e as lanças se convertem em arados e em foices que ele nos deu para ceifar o trigo (isto é que os mudou em instrumentos pacíficos), e em lugar de aprender a guerrear aquele que recebe um golpe põe a outra bochecha, então os profetas não falaram de nenhum outro, senão do que realizou estas coisas. Irineu (180 d.C.)

Não é na guerra, senão na paz em que estamos treinados. Clemente de Alexandria (195 d.C.)

AOS cristãos não lhes é permitido usar a violência para corrigir as faltas do pecado. Clemente de Alexandria (195 d.C.)

O que se comprometeu a seguir a Cristo, deve eleger uma vida singela, sem necessidade de servidores, e viver o dia. Porque não somos educados para a guerra, senão para a paz. Clemente de Alexandria (195 d.C.)

Será lícito seguir uma profissão que emprega a espada, quando o Senhor proclama que ‘todos os que tomem a espada, a espada perecerão’? Participará o filho da paz na batalha, quando nem sequer convém que leve seus pleitos ante a lei? Poderá usar a corrente, o cárcere, a tortura e o castigo, quando nem sequer se vinga da injustiça? Tertuliano (197 d.C.)

O Senhor salvará a seu povo nesse dia, como a ovelhas. Ninguém lhes dá o nome de “ovelhas” aos que caem em combate com as armas na mão, ou aos que são assassinados enquanto repelem a força com a força. Mais bem, este nome lhes é dado unicamente aos que caem, entregando-se a si mesmos em seus próprios lugares de serviço e com paciência, em lugar de lutar em defesa própria. Tertuliano (197 d.C.)

Se quiséssemos vingar-nos, não como ocultos, senão declarados inimigos, nos faltariam as forças de numerosos soldados e de exércitos? São mais os mauros, os marcomanos, os partos que rebelou Severo, que os cristãos de todo mundo? Estes bárbaros numerosos são, mas estão encerrados nos limites de um reino; os cristãos habitam províncias sem fronteiras. Ontem nascemos, e hoje enchemos o império: as cidades, as ilhas, os castelos, as vilas, as aldeias, os reais, as tribos, as decurias, o palácio, o Senado, o consistório. Somente deixamos esvaziamentos os templos para vocês. Pois para que lance de batalha não seriam excelentes soldados os cristãos, ainda com desiguais exércitos, estando tão exercitados nos combates dos tormentos em que se deixam despedaçar gostosamente, se na disciplina da milícia cristã não fora mais lícito perder a vida que a tirar? Tertuliano (197 d.C.)

A um soldado da autoridade civil se lhe deve ensinar a que não mate aos homens e a que se negue a fazê-lo se lhe ordenasse, e também a negar-se a prestar juramento. Se ele não está disposto a cumprir, se lhe deve recusar para o batismo. Um comandante militar ou um juiz da corte que esteja ativo têm que renunciar ou ser recusado. Se um candidato ou um crente procura converter-se em soldado, terá que ser recusado por ter desprezado a Deus. Hipólito (200 d.C. d.C.)

Suscitou-se agora a questão a respeito de se um crente pode dedicar-se ao serviço militar, e se um militar pode ser admitido à fé, incluídos os simples soldados e aqueles de grau inferior que não se vêem obrigados a oferecer sacrificios e a administrar a pena de morte. Não há compatibilidade entre o sacramento divino e o humano, entre a bandeira de Cristo e a do demônio, entre o campo da luz e o das trevas. Não pode um alma estar sob duas obrigações, a de Deus e a do César... E ainda que os soldados se apresentaram a João e receberam dele normas de conduta, ainda que o centurião creu, mais adiante o Senhor, ao desarmar a Pedro desarmou a tudo soldado. Não nos está permitido a nós nenhum modo de vida que leva implicados atos ilícitos. Tertuliano (200 d.C.)

Tudo bom se a lei da natureza, ou seja, a lei de Deus, manda que se faça o que se opõe à lei escrita (do governo)? Até a própria lógica nos diz que nos despeçamos do código escrito… e que nos entreguemos a nosso Legislador, Deus. Isto é assim ainda que ao fazê-lo seja necessário que nos enfrentemos a perigos, a inumeráveis provas, e até a morte e a desonra. Orígenes (225 d.C.)

Como, pois, foi possível que o evangelho de paz, o qual não permite nem sequer a vingança contra os inimigos, prevalecesse em todo mundo, senão só porque com a vinda de Cristo um espírito mais benigno foi introduzido em todo mundo? Orígenes (225 d.C.)

Em nenhum lugar [Cristo] ensinou que seus discípulos têm o direito de fazer violência a ninguém, por ímpio que fosse. Ele diz que o matar a qualquer pessoa é contrário a suas leis, as quais são de origem divina. Se os cristãos tivessem surgido por meio da revolução armada, não tivessem adotado leis tão clementes. [Estas leis] nem sequer permitem que resistam a seus perseguidores, nem quando se os leva ao matadouro como se fossem ovelhas. Orígenes (248 d.C.)

Nas duas citações seguintes, Orígenes responde às críticas de Celso, o oponente dos cristãos.

Se nos insta que ‘ajudemos ao rei com toda nossa força, que colaboremos com ele na preservação da justiça, que briguemos por ele, e se ele o exigisse, que briguemos em seu exército, ou que mandemos um regimento para apoiá-lo.’ Respondemos que sim ajudamos aos reis, quando precisem de nossa ajuda, mas numa maneira divina, vestindo-nos ‘com toda a armadura de Deus’. Isto fazemos obedecendo o que nos mandou o Apostolo: ‘Exorto Isto fazemos obedecendo o que nos mandou o Apostolo: ‘Exorto antes de tudo, a que se façam rogativas, orações, petições e ações de graças, por todos os homens; pelos reis e por todos os que estão em eminência’. Entre mais um se supera na santidade, mais pode ajudar aos reis, ainda mais do que os soldados do que saem a brigar contra o inimigo e a matar a quantos possam. Orígenes (248 d.C.)

ÀQUELES inimigos de nossa fé que quisessem exigir que tomássemos armas para defender o império e matar aos homens, respondemos: ‘Os sacerdotes de vocês que servem [a seus deuses]... não guardam suas mãos de sangue para que possam oferecer os sacrificios estipulados aos deuses seus com mãos não manchadas e livres do sangue humano?’ Ainda que há guerra próxima, vocês não recrutam aos sacerdotes para seus exércitos. Se esta, pois, é costume comum, quanto mais deveriam [os cristãos] servir como sacerdotes e ministros de Deus, guardando puras as mãos, enquanto outros se envolvem na batalha?... Com nossas orações vencemos os Demonios que incitam a guerra... Nesta maneira, prestamos mais ajuda aos reis do que aqueles que saem aos campos da batalha para lutar a seu favor... E não há outro que lute a favor do rei mais do que nós. De verdadeiro, recusamos brigar por ele ainda que o exigisse. Mas lutamos a favor dele, formando um exército especial, um exército de justiça, oferecendo nossas orações a Deus. E não o fazemos com o objetivo de ser vistos pelos homens ou por vangloria. Já que em segredo, e em nossos corações, nossas orações ascendem a favor de nosso próximo, como se fôssemos sacerdotes. De maneira que os cristãos são benfeitores de seu país mais do que as demais pessoas. Orígenes (248 d.C.)

O mundo inteiro está molhado com sangue. O homicídio se considera um delito, quando o comete um indivíduo; mas se considera uma virtude quando muitos o cometem. Os Atos ímpios [da guerra] não se castigam, não porque não incriminam, senão porque a crueldade é cometida por muitos. Cipriano (250 d.C.)

Quando Deus proíbe que matemos, não só proíbe a violência condenada pelas leis humanas, também proíbe a violência que os homens crêem lícita. Por esta razão, não é lícito que o homem justo participe na guerra, já que a justiça mesma é sua guerra. Também não lhe é [lícito] acusar a outro de delito com pena de morte. Resulta o mesmo se a morte se inflige por sua palavra, ou por sua espada. É o ato mesmo de matar que se proíbe. Portanto, com respeito a este preceito de Deus, não deve ter nenhuma exceção. Isto é, nunca é lícito levar a um homem à morte, porque Deus o fez uma criação sagrada. Lactâncio (304-313 d.C.)

Quando os homens nos mandam que atuemos contrário à lei de Deus, e contrário à justiça, nenhuma ameaça ou castigo que nos vê deve dissuadir-nos. Porquanto preferimos os mandamentos de Deus aos mandamentos do homem. Lactâncio (304-313 d.C.)

Se só Deus fora adorado, não teria divisões nem guerras; pois os homens saberiam que todos somos filhos de um só Deus. Lactâncio (304-313 d.C.)

Como pode um homem justo odiar, despojar e levar à morte? Não obstante, aqueles que lutam por servir a seu país fazem tudo isto… Quando eles falam dos deveres relacionados à guerra; suas palavras não correspondem à justiça nem à virtude verdadeira. Lactâncio (304-313 d.C.)

Aprendemos de seus ensinos e de suas leis que o mal não se paga pelo mau; que é melhor sofrer o mau do que fazer o mau; que é melhor dar-nos para do que se derrame nosso sangue que nos manchar as mãos e a consciência ao derramar o sangue de outros. Arnobio (305 d.C.)

Não seria difícil demonstrar que [depois que se escutou o nome de Cristo no mundo], as guerras não se incrementaram. De fato, em realidade diminuíram em grande parte ao ser contidas as paixões violentas… Em conseqüência disto, um mundo ingrato agora está desfrutando, e desfrutou durante um longo período, de um benefício dado por Cristo. Já que por meio dele, a fúria da crueldade brutal foi debilitada e as mãos hostis começaram a apartar-se do sangue de seus colegas humanos. De fato, se todos os homens, sem exceção… prestassem atendimento por um momento a suas normas pacíficas e proveitosas… o mundo inteiro estaria vivendo na mais pacífica tranqüilidade. O mundo teria mudado o uso do aço por usos mais pacíficos e se teria unido em santa harmonia, mantendo intacta a inviolabilidade de todo tratado. Arnobio (305 d.C.)
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