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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

MATERIALISMO

O Senhor Deus dos exércitos vos convidou naquele dia para chorar e prantear, para rapar a cabeça e cingir o cilício; mas eis aqui gozo e alegria; matam-se bois, degolam-se ovelhas, come-se carne, bebe-se vinho, e se diz: Comamos e bebamos, porque amanhã morreremos. Mas o Senhor dos exércitos revelou-se aos meus ouvidos, dizendo: Certamente esta maldade não se vos perdoará até que morrais, diz o Senhor Deus dos exércitos. Isaías 22:12-14. 

Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar a um e amar o outro, ou há de dedicar-se a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas. Mateus 6:24. 
Tendo, porém, alimento e vestuário, estaremos com isso contentes. Mas os que querem tornar-se ricos caem em tentação e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, as quais submergem os homens na ruína e na perdição. Porque o amor ao dinheiro é raiz de todos os males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores. 1 Timóteo 6:8-10. 
Seja a vossa vida isenta de ganância, contentando-vos com o que tendes; porque ele mesmo disse: Não te deixarei, nem te desampararei. Hebreus 13:5. 
Não concedam ao mundo a um que deseja ser de Deus, nem lhe seduzam com coisas materiais. Permitam-me receber a luz pura. Quando chegue ali, então serei um homem. Ponham-se de meu lado, isto é, do lado de Deus. Não falem de Jesus Cristo e apesar disso desejem o mundo… Meus desejos pessoais foram crucificados, e não há fogo de anseio material algum em mim, senão só água viva que fala dentro de mim, dizendo-me: Vêem ao Pai. Não tenho deleite no alimento da corrupção ou nos deleites desta vida. Ignácio (105 d.C.)

Antes de tudo, o desejo da esposa ou marido de outro, e riquezas, e de muitos luxos desnecessários, e de bebidas e outros excessos, muitos e néscios. Porque todo luxo é néscio e vão para os servos de Deus. Estes desejos, pois, são maus, e causam a morte aos servos de Deus. Porque este mau desejo é um filho doo diabo. Hermas (150 d.C.)
(Dirigido aos cristãos) Por que adquirem campos aqui, e fazem custosos preparativos, e acumulam edifícios e habitações desnecessários? Por tanto, o que prepara estas coisas para esta cidade (o mundo) não tem intenção de regressar a sua própria cidade (o céu). ¡Oh homem néscio, de ânimo indeciso e desgraçado!, não vês que todas estas coisas são estranhas, e estão sob o poder de outro?... Por amor a teus campos e ao resto de tuas posses repudiarás tua lei e andarás conforme à desta cidade? Vigia, pois; como residente numa terra estranha não prepares mais para ti, como não seja o estritamente necessário e suficiente, e está preparado para que, quando o senhor desta cidade deseje jogar-te por tua oposição a sua lei, possas partir desta cidade e ir a tua própria cidade, e usar tua própria lei prazenteiramente, livre de toda ofensa. Hermas (150 d.C.)
Agora nos consagramos ao Deus bom e ingênito; os que amávamos acima de todo o dinheiro e o benefício de nossos bens, agora, ainda o que temos o pomos em comum, e disso damos parte a tudo o que está precisado. Justino Mártir (160 d.C.)
Cristo não nos relatou simplesmente a parábola do homem pobre e o rico. Ele nos ensinou que ninguém deve levar uma vida luxuosa. Ninguém deve viver nos prazeres deste mundo e banquetes sem fim. Ninguém deve ser escravo de seus desejos e esquecer a Deus. Irineu (180 d.C.)
Não temos nação alguma na terra. Por tanto, podemos desprezar as posses do mundos. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
Não é humano nem equitativo dizer palavras como estas: “Está em minha mão e me sobra Por que não desfrutar?” Em mudança, é mais conforme ao amor: “Está a minha disposição, Por que não o repartir entre os povres?” Clemente de Alexandria (195 d.C.)
Com toda clareza, o Senhor no evangelho, chama néscio ao rico que guardava em seus celeiros e que se dizia a si mesmo: “Tens muitos bens guardados para muitos anos; come, bebe, date à boa vida,” mas aquela mesma noite lhe pediram o alma; e o que tinha disposto, de quem será? Clemente de Alexandria (195 d.C.)
Uma vida de luxo entregada aos prazeres é para os homens um terrível naufrágio. Efetivamente, esta vida prazenteira e mesquinha que muitos levam é alheia ao verdadeiro amor à beleza e aos nobres prazeres. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
A avareza não só consiste na concupiscência do alheio. Ainda o que nos parece ser nosso é em realidade alheio, já que nada é nosso, senão que todas as coisas são de Deus a quem pertencem ainda nossas pessoas. Se por ter sofrido alguma perda caímos em impaciência, doendo-nos de ter perdido o que em realidade não é nosso, mostramos com isso que não estamos livres ainda da avareza. Amamos o alheio, quando suportamos dificilmente a perda do alheio. Quem se deixa levar da impaciência, antepondo os bens terrenos aos celestiais, peca diretamente contra Deus, pois aniquila o espírito que recebeu de Deus entregando-se aos bens deste século. Tertuliano (197 d.C.) 
Os pagãos ceiam como se tivessem de morrer amanhã, e edificam como se nunca tivessem de morrer. Tertuliano (197 d.C.)
Dizem que muitos de nós (os cristãos) somos pobres, o qual não é desgraça, senão glória. Da maneira que nossa mente se debilita pela riqueza, também se fortalece pela pobreza. Mas, quem é pobre se nada deseja?, se não cobiça o que têm outros?, se é rico para com Deus? Ao invés, o pobre é aquele que deseja mais, ainda que tenha muito. Minucio Félix (200 d.C.)
As palavras o evangelho, ainda que provavelmente contêm um significado mais profundo, podem ser entendidas em seu significado mais simples e óbvio, as quais nos ensinam a não nos turvar com ansiedades pelo alimento e a roupa. Mais bem, enquanto vivemos com singeleza e tentando só o que é necessário, devemos pôr nossa confiança na providência de Deus. Orígenes (248 d.C.) 
Na seguinte citação, Cipriano descreve o materialismo que começou a contaminar a igreja no ano 250.
Cada um se preocupava de aumentar sua fazenda, e esquecendo-se de sua fé e do que antes se costumava praticar em tempo dos Apostolos e que sempre deveriam seguir praticando, entregavam-se com cobiça insaciável e abrasadora a aumentar suas posses. Nos bispos já não tinha religiosa piedade, não tinha aquela fé íntegra no desempenho de seu ministério, aquelas obras de misericórdia, aquela disciplina nos costumes. Os homens se corrompiam cuidando de sua barba, as mulheres preocupadas por sua beleza e suas maquiagens: adulterava-se a forma dos olhos, obra das mãos de Deus; os cabelos se tingiam com cores falsas. Cipriano (250 d.C.) 
A única tranqüilidade verdadeira e de confiança, a única segurança que vale, que é firme e nunca muda, é esta: que o homem se retire das distrações deste mundo, que se assegure sobre a rocha firme da salvação, e que levante seus olhos da terra ao céu… O que é em verdade maior do que o mundo nada deseja, nada almeja deste mundo. Quão seguro, quão imóvel é aquela segurança, quão celestial a proteção de suas bênçãos sem fim, ser livre das armadilhas deste mundo enganador, ser limpo da lixo da terra e preparado para a luz da imortalidade eterna. Cipriano (250 d.C.) o diabo, tendo inventado as religiões falsas, volta aos homens do caminho ao céu e os guia para o caminho da destruição. Este caminho parece plano e espaçoso, cheio dos deleites das flores e os frutos. o diabo coloca todas estas coisas no caminho, as coisas estimadas como boas neste mundo: a riqueza, a honra, a diversão, o prazer, e todas as demais seduções. Mas escondidos entre estas coisas vemos também a injustiça, a crueldade, o orgulho, a lascívia, as contenções, a ignorância, as mentiras, a necedade e outros vícios. O fim deste caminho é o seguinte: Quando tenham avançado tanto que não podem voltar, o caminho se desaparece junto com todos seus deleites. Isto sucede sem advertência de maneira que ninguém pode prever o engano do caminho antes de cair no abismo. Lactâncio (304-313 d.C.) 
Por contraste, o caminho ao céu parece muito dificultoso e montanhoso, cheio de espinhos e talher de pedras dentadas. Por isso, todos os que andam nele têm que usar muito cuidado para guardar-se de não cair. Neste caminho Deus colocou a justiça, a abnegação, a paciência, a fé, a pureza, o domínio próprio, a paz, o conhecimento, a verdade, a sabedoria, e outras virtudes mais. Mas estas virtudes vão acompanhadas da pobreza, a humildade, os trabalhos, os sofrimentos e muitas penas e provas. Porque o que tem uma esperança para o porvir, o que escolheu as coisas melhores, será privado dos bens do mundos. Por levar ele pouco equipe e estar livre das distrações, ele pode vencer as dificuldades no caminho. Porque é impossível que o rico encontre este caminho, ou que persevere nele, já que se rodeou das ostentações reais, ou se carregou das riquezas. Lactâncio (304-313 d.C.)
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