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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

PROSPERIDADE E POBREZA

Quando Jesus ouviu isso, disse-lhe: Ainda te falta uma coisa; vende tudo quanto tens e reparte-o pelos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, segue-me. Lucas 18:22.
Não ajunteis para vós tesouros na terra; onde a traça e a ferrugem os consomem, e onde os ladrões minam e roubam; mas ajuntai para vós tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem os consumem, e onde os ladrões não minam nem roubam. Porque onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração. Mateus 6:19-21.
E o que foi semeado entre os espinhos, este é o que ouve a palavra; mas os cuidados deste mundo e a sedução das riquezas sufocam a palavra, e ela fica infrutífera. Mateus 13:22.
E disse ao povo: Acautelai-vos e guardai-vos de toda espécie de cobiça; porque a vida do homem não consiste na abundância das coisas que possui. Lucas 12:15.
Manda aos ricos deste mundo que não sejam altivos, nem ponham a sua esperança na incerteza das riquezas, mas em Deus, que nos concede abundantemente todas as coisas para delas gozarmos. 1 Timóteo 6:17. 
 
Tinha-lhes sido concedida toda glória e prosperidade, e assim se cumpriu o que está escrito: Meu amado comeu e bebeu e prosperou e se encheu de peso e começou a dar patadas. Por ali entraram os ciúmes e a inveja, a discórdia e as divisões, a perseguição e o tumulto, a guerra e a cativeiro. Clemente de Roma (30-100 d.C.)

Porque a felicidade não consiste em domar se do próximo, nem em desejar ter mais do que o débil, nem em possuir riqueza e usar força sobre os inferiores; nem pode ninguém imitar a Deus fazendo estas coisas; sim, estas coisas se acham fora de sua majestade. Epístola a Diogneto (125-200 d.C.)
Mas o amor ao dinheiro é o começo de todos os males. Sabendo, pois, que não trouxemos nada a este mundo nem também não nos levaremos nada dele, andamos com a armadura da justiça, e ensinemo-nos primeiro a andar no mandamento do Senhor. Policarpo (135 d.C.)

Não permitas também não que isto turve tua mente, ao ver que os ímpios possuem riquezas, e os servos de Deus sofrem. Tenhamos fé, irmãos e irmãs. Estamos militando nas filas de um Deus vivo; e recebemos treinamento na vida presente, para que possamos ser coroados na futura. Nenhum justo recolheu o fruto rapidamente, senão que esperou que lhe chegue. Porque se Deus tivesse dado a recompensa dos justos imediatamente, então nosso treinamento teria sido um pagamento constante e sonante, não um treinamento na piedade; porque não teríamos sido justos indo de trás do que é piedoso, senão dos ganhos. E por esta causa o Juizo divino atinge ao espírito que não é justo, e o enche de correntes. Segunda de Clemente (150 d.C.)

“Mas, quem são, senhora, as pedras brancas e redondas que não encaixaram no edifício (a igreja)?” Ela me contestou: “Até quando vais seguir sendo néscio e sem entendimento, e o perguntarás tudo, e não entenderás nada? Estes são os que têm fé, mas também têm as riquezas deste mundo. Quando vem a tribulação, negam a seu Senhor por razão de suas riquezas e seus negócios.” E eu contestei e lhe disse: “Quando serão, pois, úteis no edifício?” Ela me contestou: “Quando lhes sejam tiradas as riquezas que fazem enganar suas almas, então serão úteis a Deus. Porque tal como a pedra redonda, a não ser que seja cortada e perca alguma parte de si mesma, não pode ser quadrada, do mesmo modo os que são ricos neste mundo, a não ser que suas riquezas lhes sejam tiradas, não podem ser úteis ao Senhor.” Hermas (150 d.C.)

Olhem, pois, os que se alegram em sua riqueza, que os que estão em necessidade não gemam, e seu gemido se eleve ao Senhor, e vocês com seu [abundância de] coisas boas achem fechada a porta da torre (a igreja). Hermas (150 d.C.)

Os que nunca pesquisaram com respeito à verdade, nem inquirido com respeito à divindade, senão só creram, e se misturaram em negócios e riquezas e amigos pagãos e muitas outras coisas deste mundo; quantos se dedicam a estas coisas, não compreendem as parábolas de Deus; porque foram entenebrecidos por suas ações, e se corromperam e fato infrutuosos. Hermas (150 d.C.)

O rico tem muita riqueza mas nas coisas do Senhor é pobre, pois as riquezas lhe distraem e sua confissão e intercessão ao Senhor é muito escassa; e ainda que dá, é pouco e débil, e não tem poder de acima. Hermas (150 d.C.)

Estes são os que foram crentes, mas se fizeram ricos e tiveram renome entre os gentis. Revestiram-se de grande orgulho e se voltaram arrogantes, e abandonaram a verdade e não se juntaram com os justos, senão que viveram do tudo à moda dos gentis, e seu caminho lhes pareceu mais prazenteiro a eles. Hermas (150 d.C.)

E da terceira montanha, a que tem espinhos e espinheiros, os que creram são assim: alguns deles são ricos, e outros estão enlaçados em muitos assuntos de negócios. Os espinheiros são os ricos, os espinhos são os que estão misturados em vários assuntos de negócios. Estes [pois, que estão misturados em muitos e vários assuntos de negócios] não se juntam com os servos de Deus, senão que se discorriam, sendo afogados por seus assuntos; por sua vez, os ricos não estão dispostos a unir-se aos servos de Deus, não seja que se lhes possa pedir algo. Estes homens, pois, dificilmente entrarão no reino de Deus. Porque tal como é difícil andar entre espinhos com os pés descalços, também é difícil que estes homens entrem no reino de Deus. Hermas (150 d.C.)

Eu não desejo ser um rei. Não anseio ser rico… Não sou levado por um amor insaciável de ganhos [financeiras] para fazer-me à mar. Não compito por uma coroa… ¡Morram ao mundo, repudiando a loucura que há em ele! ¡Vivem para Deus! Taciano (160 d.C.)

(Escrito por um crítico pagão do cristianismo) Porque este mesmo Deus, segundo dizem, tinha prometido as mesmas coisas e ainda mais extraordinárias a seus fiéis em outro tempo (no Antigo Testamento). Agora vêem que serviços prestou aos judeus e a vocês mesmos (os cristãos). Aqueles, em vez do Império do mundo, nem sequer têm um lugar nem terreno próprio. E, quanto a vocês, se há ainda cristãos errantes e escondidos, tentam aplicar-lhes a pena capital. Celso (178 d.C.)

(Escrito por um crítico pagão do cristianismo) Uma última observação se impõe: supondo que Jesus, em conformidade com os profetas de Deus e dos judeus, fosse o filho de Deus, como é que o Deus dos judeus lhes ordenou, por meio de Moisés, que tentassem as riquezas e o poder… Por que os ameaça ele, se desobedeceram seus mandamentos, de tratá-los como inimigos declarados, enquanto o Filho, o Nazareno, formula preceitos completamente opostos: o rico não terá acesso até o Pai, nem o que ambiciona o poder, nem o que ama a sabedoria e a glória; não nos devemos inquietar com as necessidades de subsistência mais do que os corvos; é necessário preocupar-nos menos da vestimenta do que os lírios; se lhes dessem uma bofetada é preciso estar disposto a receber uma segunda? Quem mente então: Moisés ou Jesus? Será que o Pai, quando enviou ao Filho, esqueceu-se do que lhe tinha dito a Moisés? Terá mudado de opinião, renegado de suas próprias leis e encarregado a seu mensageiro o promulgar outras completamente contrárias? Celso (178 d.C.)
O que (Cristo) quer é que desterremos de nossa alma a primazia das riquezas, a desenfreada cobiça e febre delas, as solicitações, as espinhas da vida, que afogam a semente da verdadeira vida. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
De não ter ninguém nada, que comunhão de bens poderia dar-se entre os homens? Como dar de comer ao faminto, de beber ao sedento, vestir ao nu, acolher ao desamparado, coisas pelas que, de não se fazer, ameaça o Senhor com o fogo eterno e as trevas exteriores, se cada um começasse por carecer de tudo isso? De sorte que o que há que destruir não são as riquezas, senão as desordenadas paixões do alma que não permitem fazer melhor uso delas. Deste modo, convertido o homem em bom e nobre, pode fazer das riquezas uso bom e generoso. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
É monstruosidade que uma pessoa viva em luxo, enquanto outras vivem em necessidade. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
Não temos nação alguma na terra. Por tanto, podemos desprezar as posses do mundos. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
A riqueza pode, sem a ajuda de nada, corromper ao alma daqueles que a possuem e extraviá-los do caminho da salvação. Cristo descreveu a riqueza como “um peso do que devemos despojar-nos,” o qual devemos jogar de nós como uma doença perigosa e fatal. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
Não deve empregar-se a riqueza para satisfazer nossos próprios prazeres, senão para compartilhá-la com os demais. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
A melhor riqueza é a pobreza de desejo e o verdadeiro orgulho não consiste em jactar se das riquezas, senão em desprezá-las. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
O homem bom, se é prudente e justo, guarda riquezas no céu. Este, vendendo os bens do mundos e repartindo-os aos povres, encontra um tesouro imperecível, “onde não existe nem ladrão.” Este homem realmente abençoado, por mais insignificante, enfermo e desprezível que pareça, possui, em verdade, o maior dos tesouros. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
De maneira que não é rico o que tem dinheiro e o guarda, senão o que o reparte. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
Nós que caminhamos para a verdade, devemos estar preparados… Não se provejam de juntas, nem de servidores, como o são os calçados de viagem dos ricos, que são demasiado pesados… As riquezas e os bens dos ricos são um ônus. Clemente de Alexandria (195 d.C.)
Se alguém se encontra turvado pela perda dos bens materiais, aconselhamos-lhe com múltiplos lugares da Sagrada Escritura a desprezar o século. Não pode encontrar-se melhor exortação ao desprendimento das riquezas do que o exemplo de Jesus Cristo, que não possuiu nenhum bem temporário. Sempre defendeu aos pobres e condenou aos ricos. Inspirando-nos o despego dos bens deste mundo, exorta-nos à paciência, demonstrando-nos que se desprezamos as riquezas não devemos apressar-nos de perdê-las. De jeito nenhum temos de cobiçá-las, pois o Senhor não esteve afeiçoado a elas, e se diminuem ou chegamos a perdê-las totalmente, temos de suportá-lo com paz. Tertuliano (197 d.C.)
AO menos aprendam de sua situação atual, gente miserável, que é o que em verdade lhes espera depois da morte. Em verdade, segundo vocês mesmos dizem, a maioria de vocês (os cristãos)… estão em necessidade, suportando frio e fome, e trabalhando em trabalhos esgotantes. Mas seu deus o permite. Ou ele não quer ajudar a seu povo, ou ele não pode ajudá-los. Por tanto, ou ele é deus débil, ou é injusto… ¡Fixem-se! Para vocês não há senão ameaças, castigos, torturas, e cruzes… Onde está seu deus que os promete ajudar depois de ressuscitar de entre os mortos? O nem sequer os ajuda agora e aqui. E os romanos, sem a ajuda do deus de vocês, não governam todo mundo, inclusive a vocês também, e não desfrutam os bens de todo mundo? Enquanto, vocês vivem em incerteza e ansiedades, abstendo-se ainda dos prazeres decentes. Marco Minucio Félix, citando a um pagão antagonista (200 d.C.)
Portanto, bem como quem percorre um caminho avança mais a gosto quanto mais ligeiro vai, do mesmo modo é mais feliz neste caminho da vida quem marcha aliviado pela pobreza e não pressionado sob o peso das riquezas. Ademais, se considerássemos úteis as riquezas, se as pediríamos a Deus, pois bem aquele a quem tudo lhe pertence, poderia conceder-nos bastante. Mas nós preferimos desprezar as riquezas que as abraçar, almejamos mais a inocência. Marco Minucio Félix (200 d.C.)
És rico? Não convém fiar-se da riqueza e, ademais, as muitas provisões não são uma ajuda para o breve caminho da vida, senão um ônus. Marco Minucio Félix (200 d.C.)
Os luxos e os gozes passageiros do mundo te arruinarão. Comodio (240 d.C.)
Um amor cego às posses enganou a muitos. Como poderão os ricos estar preparados ou dispostos a partir desta terra [na perseguição] quando suas riquezas os encadeiam aqui? . . . Por isso, o Senhor, o Maestro do bem, adverte-lhes de antemão (aos ricos), dizendo: ‘Se queres ser perfeito, anda, vende o que tens, e dá-o aos pobres, e terás tesouro no céu; e vêem e segue-me’. O que não tivesse nada neste mundo não seria vencido pelo mundo. Seguiria ao Senhor, sem correntes, livre, como fizeram os Apostolos... Mas como poderão seguir a Cristo quando a corrente da riqueza os estorva? … Eles crêem que possuem, mas em realidade são eles uma posse. Não são os senhores de sua riqueza, senão os escravos dela. Cipriano (250 d.C.)
Na seguinte citação Cipriano descreve o materialismo que começou a contaminar a igreja no ano 250.
Cada um se preocupava de aumentar sua fazenda, e esquecendo-se de sua fé e do que antes se costumava praticar em tempo dos Apostolos e que sempre deveriam seguir praticando, entregavam-se com cobiça insaciável e abrasadora a aumentar suas posses… Muitos bispos, que deviam ser exemplo e exortação para os demais, esqueciam-se de seu divino ministério, e se faziam ministros dos poderosos do século: abandonavam sua sede. Deixavam destituído a seu povo, percorrendo as províncias estrangeiras seguindo os mercados em procura de negócios lucrativos, com ânsia de possuir abundância de dinheiro enquanto os irmãos de suas igrejas padeciam fome; apoderavam-se de fazendas com fraudes e astúcias, e aumentavam seus interesses com crescida usura. Cipriano (250 d.C.)
O que deseja obter a Deus, a justiça e a luz, a vida eterna e todas aquelas coisas que Deus promete aos homens, terá que desprezar as riquezas, as honras, as ordens e o governo de si mesmo. Lactâncio (304-313 d.C.)
o diabo, tendo inventado as religiões falsas, volta aos homens do caminho ao céu e os guia no da destruição. Este caminho parece plano e espaçoso, cheio dos deleites das flores e os frutos.o diabo coloca todas estas coisas no caminho, as coisas estimadas como boas neste mundo: a riqueza, a honra, a diversão, o prazer, e todas as demais seduções. Mas escondidos entre estas coisas vemos também a injustiça, a crueldade, o orgulho, a lascívia, as contenções, a ignorância, as mentiras, a necedade e outros vícios. O fim deste caminho é o seguinte: Quando tenham avançado tanto que não possam voltar, o caminho se desaparece junto com todos seus deleites. Isto sucede sem advertência de maneira que ninguém pode prever o engano do caminho antes de cair no abismo...
Por contraste, o caminho ao céu parece muito dificultoso e montanhoso, cheio de espinhos e talher de pedras dentadas. Por isso, todos os que andam nele têm que usar muito cuidado para guardar-se de não cair. Neste caminho Deus colocou a justiça, a abnegação, a paciência, a fé, a pureza, o domínio próprio, a paz, o conhecimento, a verdade, a sabedoria, e outras virtudes mais. Mas estas virtudes vão acompanhadas da pobreza, a humildade, os trabalhos, os sofrimentos e muitas penas e provas. Porque o que tem uma esperança para o porvir, o que escolheu as coisas melhores, será privado dos bens do mundos. Por levar ele pouco equipe e estar livre das distrações, ele pode vencer as dificuldades no caminho. Porque é impossível que o rico encontre este caminho, ou que persevere nele, já que se rodeou das ostentações reais, ou se carregou das riquezas. Lactâncio (304-313 d.C.)
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